• Gato Preto

Crítica | Solidão


Solidão

Matheus Rodrigues

O comovente curta mostra a relação interpessoal de duas senhoras de idade, vizinhas, que moram sozinhas.

Planos simples e ambientes sem muito imbróglio, mas ao mesmo tempo ricos em detalhes, como as cores das casas, santinhos e panelas. Assim se caracteriza a vida simples das personagens. As luzes e a própria falta dela fazem um contraponto com a história relatada, e, em alguns momentos, dá uma sensação de tédio (como em filmes da década de 30, 40) com cortes lentos e um roteiro mais “cult” e calmo – eu, pessoalmente, prefiro uma mescla de momentos de tensão e ação, rapidez e calmaria – mas cumpriu sua missão, dentro da proposta e objetivo de passar o drama vivido.

Boa atuação trabalhando as relações de diferentes religiões – momento que pode ter sido influenciado pelo diretor, mas neste caso nos parece que as atrizes foram fundamentais para passar a emoção e fé em suas religiões. Além de mostrar a diferença social de um país e ao mesmo tempo certa “igualdade social” com expressões de sofrimento, dor, angústia, e voltando novamente para a fé. O curta em si questiona a vida em isolamento, o quanto você consegue não viver em sociedade. Quer abrir mais sua mente e pensar no caso? Assista e reflita.

Filme: Do meu lado

Direção: Tarcísio Lara Puiati

Crítica criada na Oficina de Produção de Crítica Cinematográfica do XI Cinefest Gato Preto


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