Filmes premiados no XV Cinefest Gato Preto

November 11, 2019

Acabou a 15ª edição do Cinefest Gato Preto, realizada de 5 a 9 de novembro de 2019.

 

Foram 5 dias de uma programação muito rica, com 48 filmes exibidos, uma sessão especial da recente produção de Alagoas, uma sessão com produção LGBT, uma infantojuvenil, uma de filmes da Trapézio Produções Culturais, uma de alunos do Unifatea e uma de filmes do Vale, além de 5 sessões competitivas, separadas por áreas do cinema, para promover um debate: roteiro, produção, direção de arte, atuação e montagem.

 

 

Seguem os filmes premiados pelo júri, formado pelo produtor Marcelo Torres, a roteirista Sylvia Palma e o fotógrafo Leo Grego. Para cada prêmio um comentário do júri.

 

Filmes premiados Mostra Competitiva

 

 

Melhor Filme - O Mistério da Carne, de Rafaela Camelo

Melhor Direção - Rafaela Camelo, por O Mistério da Carne

A direção segura e precisa, assim como ótimo desenho de produção sustentam uma narrativa sensível, explorando ao máximo sua dramaturgia.

O sagrado e o profano num diálogo direto entre adolescentes de uma disciplina de ensino religioso. A questão de gênero colocada com sutileza e tocante sensibilidade, assim como o desejo latente do primeiro amor ou do romance de formação.

 

 

Melhor Roteiro - Renata Martins, por Sem Asas

O roteiro traz para a tela importante e urgente debate, costurando uma narrativa contundente sobre o preconceito de cor e sobre a infância marcada por este estigma. A história expõe a violência que é perpetrada contra uma criança, por ela ser negra, e nos conduz a uma reflexão sobre os desafios diante da intolerância. Sob todos os pontos de vista, nos sentimos impotentes. Mesmo assim, o roteiro nos aponta caminhos de superação.

 

Melhor Fotografia - William Sossai, por Casa de Vó

Melhor Direção de Arte - Joyce Castello, por Casa de Vó

Direção de fotografia sensível e cuidadosa dá vida a uma narrativa que tateia as fronteiras entre memória, sentimento e realidade.

O drama de uma criança que cuida de outra, por sua condição social é tocante e provoca reflexão. A babá que se transforma também na primeira mulher, na mulher desejo, objeto, jogo, brincadeira.

A direção de arte acompanha os espaços afetivos por onde os personagens passeiam ao longo de seus anos de convivência.

 

Melhor Atriz - Ana Luiza Rios, pelo filme Marco

Os conflitos de uma moça que volta à sua cidade natal para enterrar o pai é cheio de mistérios e suspenses, levando a protagonista a expor suas entranhas, num trabalho sensível e de muita entrega dentro de uma dramaturgia da viceralidade.

 

Melhor Ator - Gabriel Palliet, pelo filme Campo Minado

Amor versus futebol. Homofobia no meio do futebol e entre jogadores. Temas importantes e pertinentes que ficaram marcados no trabalho sensível do ator. A interpretação entrega as contradições e os conflitos de um jovem dividido entre sua sexualidade e o sonho de ser um grande jogador de futebol. Prêmio de melhor ator para Gabriel Palliet, pelo filme Campo Minado.

 

Melhor Desenho de Som - Davi Melo e Denise Chaves, por As Viajantes

O desenho de som acentua e aprofunda o suspense e o terror da narrativa, numa simbiose perfeita com a dramaturgia.

 

Melhor Montagem - Fabio Rogério e Marcelo Ikeda, por Impávido Colosso

Corte epistemológico de um período político através das propagandas políticas dos candidatos à presidência da república, divulgadas na tv. Narrativa das narrativas político-ideológicas. A edição cria um significado dentro desses recortes, fazendo uma relação precisa e extremamente atual sobre o discurso dos políticos e da política brasileira.

 

Melhor Documentário - Cor de Pele, de Lívia Perini

Um ótimo documentário sobre o preconceito de cor, surpreendentemente, com relação a três irmãos albinos, nascidos de pais negros. Interessante e envolvente, a narrativa nos conduz às ruas coloridas de Recife até chegarmos ao branco dos personagens e seus conflitos. A excelente escolha do protagonista faz do filme um filme singular, rico e cheio de reflexões sobre a imagem e a cor da pele.

 

Menção Honrosa - Meio Filme de Família. Meio Filme de Viagem, de Pedro Riera

Ótimo documentário, que expõe com bom humor e metalinguagem bastante interessante as diferenças políticas entre mãe e filho durante uma viagem dos dois à Cuba. O prólogo autorreferente e afetivo,  e a condução na primeira pessoa funcionaram bem, trazendo, além da relação afetuosa dos personagens para as telas, importante debate sobre a questão política do Brasil atual.

 

Menção Honrosa - Aulas que Matei, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia

Tema importante que apresenta uma crítica social sobre a exclusão e a violência no ambiente escolar, diluindo os limites entre a lei e a educação, entre o permitido e o proibido, dando visibilidade à nevrálgica relação entre a polícia e os jovens. EXPÔS ainda este limite tênue entre a realidade e a ficção.

 

Menção Honrosa - Sangro, de Bruno Castro; Guto BR e Tiago Minamisawa

Bonita e sensível animação sobre o preconceito, ainda!!!, que sofrem os portadores da Aids.

 

 

Prêmios especiais

Melhor Filme Júri Popular - Cor de Pele, de Lívia Perini

 

Melhor Cartaz - Fabio Rodrigues, por Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur

 

Melhor Filme do Vale - O Apartamento da Velhinha, de Pedro Garcia

Este prêmio foi dado por um júri formado por participantes do Gato Lab: Junior Vaccari, Carol Lobo, Carolina Serra e Vânia Oliveira.

Texto do júri:
Representando todo o cinema vale paraibano, superando todos os obstáculos de produção, trabalhando na base da superação, empolgação e com auxílio do acaso, sempre fundamental.

 

Melhor Filme do Vale de Júri Popular - 1440, de Thayná de Castro

 

Prêmio Gato Lab - Duda, de Carol Lobo

 

Menção Honrosa do Gato Lab - Formigas, de Carolina Serra


 

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