Festival premiou as melhores obras do Brasil exibidas para o público no XVI Cinefest Gato Preto.


A décima sexta edição do Festival de Cinema Gato Preto se encerrou, na última sexta-feira. O evento que durou cerca de uma semana contou com a exibição de diversas obras audiovisuais de diferentes lugares do país.

A programação que começou ainda na terça-feira (3) contou também com oficinas especialistas do ramo abordando temas como cinema da escuta, relações entre cinema e teatro na formação do ator e também um olhar antirracista sobre a dramaturgia brasileira.

Dezenas de obras de mais de quinze estados do país foram inscritas para a edição deste ano. Os organizadores enfatizarem que essa diversidade possibilitou a expansão da capacidade de olhar, tornando a obra audiovisual âmbito de partilha sociocultural.

A edição 2020 contou também que trouxeram obras de produções de animação para adultos, transsexuais e também a cosmovisão preta. Entre as categorias premiadas estão as sete áreas do cinema e outros prêmios: melhor filme, melhor direção, melhor direção de arte, melhor desenho de som, melhores atriz e ator. Além de melhor montagem, produção, roteiro, fotografia, etc.

Apesar das dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus, os organizadores enfatizaram que essa foi uma edição surpreendente, o afeto de quem sempre esteve por perto foi mantido.

As inovações como o Cine Drive In e o Gato Lab online, (em que há imersão no cenário audiovisual) que antecederam o festival, foram experiências super positivas, além da novena cinematográfica que leva as produções do cinema nacional para os lares de 9 cidades do Vale do Paraíba numa ação educativa de fomento ao audiovisual. De acordo com os produtores, pela primeira vez serão duas as obras do Gato Lab que se tornarão filmes no próximo ano. Outro quesito novo no evento foi a chegada da sessão de videoclipes que apresentou diversas produções nacionais.

O Cinefest Gato Preto é um dos mais tradicionais eventos cinematográficos da Região Metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte, criado por duas mulheres educadoras muito a frente de seu tempo, Irmã Olga de Sá e Olga Arantes. Em 2020, o festival honrou suas raízes, sendo dirigido e produzido exclusivamente por mulheres.

Devido à pandemia, tornou-se online para garantir o distanciamento e segurança para todos os participantes. A expectativa é que em 2021, as lições aprendidas neste ano sejam levadas para a retomada do evento sempre inovando na forma de levar cinema brasileiro com acesso gratuito ao público.

Confira os premiados:

Melhor Filme: A Beleza de Rose – Direção: Natal Portela

Melhor Direção: Cinema Contemporâneo –Direção: Felipe André Silva

Melhor Direção de Arte: Últimos Românticos do mundo- Direção: Henrique Arruda

Melhor Desenho de Som: Ratoeira – Direção: Carlos Adelino

Melhor Atriz: CRUA – Direção: Diego Lima

Melhor Ator: O grande amor de um lobo – Direção: Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa

Melhor Montagem: Atordoado, eu permaneço atento – Direção: Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud

Melhor Produção: Minha história é outra – Direção: Mariana Campos

Melhor Roteiro: Receita de Caranguejo – Direção: Issis Valenzuela

Melhor Fotografia: A Barca – Direção: Nilton Resende

Menção Honrosa: Rebento – Direção: Vinicius Eliziario

Menção Honrosa: Homens Invisíveis – Direção: Luís Carlos de Alencar

Prêmios especiais

Melhor Filme do Vale: Tecendo a Liberdade – Direção: Luiza Matravolgyi Damião

Melhor Filme do Vale Júri Popular: Três tiros para o Paraíso. – Direção: Marianne Farias

Melhor Filme Júri Popular: Eu te protejo – Direção: Allê Maia

Melhor Videoclipe: Monção – Direção: Dir. Blendda Corrêa

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